Entrevista à família Vaz

Desta vez, o Family Building esteve à conversa com a Mãe Leonor e as filhas Alice, de 4 anos, e Pureza – ou Pupu – de 3 anos. Entre banhos, conversas, brincadeiras, desenhos animados e a preparação do jantar, foi um fim de tarde animado.


Leonor, gostarias de nos contar como tudo começou? Como foi ser mãe pela primeira vez e qual o impacto que teve na tua vida?

Bem, posso dizer que foi o maior desafio que alguma vez passei em toda a minha vida. O maior e o melhor.

Tinha 19 anos quando soube que estava grávida da Alice. A minha vida deu uma volta de 180º graus. Lidar com o facto de que ia ser responsável por alguém não foi fácil, visto que na altura não me sentia com maturidade suficiente para desempenhar esse papel.

Toda a família, inicialmente um bocado chocada, aceitou de bom grado.

A partir do momento em que nasceu, é que percebi o que é realmente ser mãe. Um trabalho a tempo inteiro, que requer muito amor e dedicação. Antes de o ser não fazia a mínima ideia do que ia passar, a rotina diária, o não dormir, o cansaço…

Estava a tirar a Licenciatura e tive de abdicar de ir às aulas para tomar conta da Alice.


Como te sentiste quando soubeste que estavas grávida da Pureza?

Posso dizer que esta gravidez deixou-me ainda mais assustada. Descobri que estava novamente grávida (de 3 meses), tinha a Alice 8 meses, já tinha deixado de mamar e já andava na creche. Ou seja, já tinha conseguido voltar à Faculdade para acabar o curso.

Sentir que ia passar, tão cedo, pelo mesmo assustou-me realmente. Não sabia bem como ia ser.

Mais tarde, percebi que foi o melhor que podia ter acontecido. Ter duas filhas próximas de idade foi o que sempre desejei, pois cresci com a minha irmã e queria que a Alice tivesse o mesmo.

Como foi para a Alice ter uma nova irmã?

Foi bom. Senti-me mais preenchida, apesar de ser o dobro do trabalho. A Alice teve uma pequena crise de ciúmes, o que acho normal. Atirava bonecos e outros objectos para dentro do berço.

Consegui conciliar a atenção pelas duas e a Alice começou também a querer ajudar a tratar da mana.


Quais foram os maiores desafios que sentiste até agora enquanto mãe?

Sentir muitas vezes que não podia fazer as coisas que as pessoas sem filhos podiam. Isto é, o querer ir jantar fora quando me apetecesse ou poder ir beber um café com amigos. Porque a verdade é que fui mãe muito nova e, enquanto os meus amigos na altura continuaram a fazer os programas que faziam, eu tinha que estar em casa com as minhas filhas. Não foi fácil essa fase de adaptação, mas trouxe-me uma maior satisfação pessoal e fez-me ganhar uma maturidade que não tinha até à altura.

A separação com o pai das minhas filhas, mais tarde, foi também um grande desafio. Não foi fácil de início e senti que a Alice, sendo mais velha, ficou um pouco transtornada, revelando-se nos seus comportamentos. Mas com o tempo, conversas e mostrando que

gostamos os dois muito delas ficou tudo bem resolvido. O pai delas é muito presente e ajuda sempre.













E que desafios enfrentas no dia-a-dia da família?

Acho que o educar diário. Já estão a ficar crescidinhas e começam as perguntas, as aprendizagens feitas na escola e no dia-a-dia… Digamos que todos os dias é um novo desafio.


Como vês agora a tua família? O que é para ti “Ser família”?

Ser família, para mim, é um porto de abrigo, onde sabemos que estamos sempre protegidos e rodeados de pessoas que nos amam. É no fundo o nosso refúgio sempre que precisamos.


Quando têm tempo para estarem juntas, o que costumam fazer? Como usam o vosso tempo de qualidade em família?

Muita coisa. Não gosto de ficar em casa com elas, portanto quando está bom tempo vamos sempre passear, ou passar fins-de-semana fora, ou no campo em casa do meu pai, ou na praia. Faço sempre imensas aventuras com elas no meio do mato, apanhamos flores… Tento sempre que apanhem o melhor ar possível e que brinquem ao ar livre.


Quando vêm da escola, depois dos banhos há sempre a brincadeira das princesas, cada uma veste o seu vestido e ficam a brincar pela casa até jantarem. Depois do jantar deixo-as sempre ver um bocado de televisão. Leio também sempre uma história já na cama, das princesas claro.



O que é para ti “ser mãe”?

Como disse inicialmente um desafio diário. É poder transmitir da melhor maneira possível todos os meus valores e todo o amor possível.


Alice, o que gostas mais na tua família?

“A mãe, o pai, a Pureza, a Tota, a avó Ninó, o avô Germano……” (Falou de todos os membros da família)


E o que gostas mais de fazer com a tua família?

“Brincar com as pessoas, passear, desenhar, ler, jantar, dar beijinhos…..”


Já a Pureza, ou Pupu, como a própria diz, fartou-se de cantar e falar com a Equipa do Family Building. No fim, presenteou-nos com uma das suas obras de arte:


Obrigada às três por esta tarde maravilhosa! :)

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